A Justiça como fator de Liberdade

A Justiça como fator de Liberdade

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Psicologia Geral – Filme: A Outra História Americana

O Preconceito predominante na sociedade em geral.

O mundo moderno tem ainda grande dificuldade de se livrar do mal chamado preconceito, que se refere não somente a raça, mas também à religião. Isso se constata já no ambiente familiar, onde o pai, sendo autoridade possibilita que os filhos escolham o mesmo caminho, simplesmente pelo fato de verem na figura paterna aquele que tem a verdade em si e sabe o que diz.
Os filhos uma vez assumindo a postura que lhes foram apresentadas começam a ter comportamentos totalmente contrários daquilo que poderiam ter até então; consequência de uma educação voltada para a superioridade sobre outras pessoas de diferentes culturas ou religião. A influência do pai sobre os filhos proporciona que eles agreguem a grupos(skinheads, grupos simpatizantes do nazismo e de atitudes extremamente violentas tendo como características a cabeça raspada) com o mesmo modo de pensar e agir sobre os negros, o alvo maior da discriminação racial apresentada no filme “A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA”. Porém, o preconceito também atinge aqueles que são de outra religião como, por exemplo, os judeus.
O filme mostra com clareza a rivalidade das duas comunidades, branca e negra que devido às descriminações se enfrentam a ponto de se matarem para mostrar a superioridade sobre o outro. Aquele que demonstra maior aversão aos negros ou a qualquer outro é considerado como alguém digno de admiração, quanto maior for a violência empregada, tanto mais será admirado e porque não dizer exaltado como um herói! Dentro dessa perspectiva da influência, os mais jovens têm uma admiração muito grande pelo mais velhos e procuram imitar aquilo que eles fazem principalmente se forem considerados seus ídolos. Muitos jovens se envolvem rapidamente com o vício e frequentam ambientes que seriam proibidos a menores caso houvessem normas, porém o ambiente é regado de vícios, músicas discriminatórias, o uso de armas e até mesmo a iniciação sexual precoce é na verdade o ponto de encontro daqueles que alimentam um ódio mortal sobre os que são considerados inimigos da “sociedade branca”, isto é, os negros.
A violência é sempre uma constante de ambos os lados. A atitude de agredir o outro seja por ato de vandalismo ou por agressão física é sempre regada por requintes de crueldade como, por exemplo, fazer com que o outro morda o meio fio da calcada e logo em seguida pisar com violenta,ente sobe a cabeça provocando a morte do individuo e sentir com isso um prazer macabro.(Ou, o que aconteceu com um jovem que estando num trem em São Paulo e que pelo fato de gostar de um grupo de rock que trazia estampado na camiseta e que os outros jovens (skinheads) não eram simpatizantes o jogaram para fora através da janela com o trem em movimento provocando assim a morte do rapaz e a revolta das outras pessoas).
A experiência da detenção, as palavras humilhantes ouvidas por policiais, o sentimento de impotência diante da situação, o convívio com as pessoas que são alvo de suas atitudes preconceituosas possibilita assim, um medo e uma sensação de impotência diante de uma realidade que até então não havia experimentado. No entanto ao se relacionar com alguém que ele sem motivo aparente alimentava um sentimento de ódio e começa então a conhecer tem uma visão diferente daquela que trazia consigo, consequência de uma influência familiar. A amizade com um individuo que é considerado indesejável em um determinado grupo, logo da lugar a atitudes de retaliações como, a violência sexual (estupro) ou agressões extremamente intensas. Essas experiências podem ser possibilitadoras de uma mudança de atitudes fazendo com que ele pense mais sobre sua maneira de agir e ao sair da prisão não querer envolver-se mais com as pessoas que tem o pensamento e ação que ele tinha até então. Essa atitude considerada benéfica pode trazer um retorno não muito agradável, bem como o rompimento com o grupo e causar a incompreensão e a revolta, possibilitando novas agressões e até mesmo uma tentativa de abreviação de sua vida, com isso aqueles que o admiravam passam a odiá-lo. Aqueles, porém que continuam no caminho da brutalidade também é um alvo constante e a vida está sempre por um fio, até que um dia alguém tenha a coragem de fazer com ele o que ele próprio já fez com muitos, ou seja, tirar-lhe a vida ou ver alguém que ama muito morrer; assim trazer consigo um sentimento de culpa, ou sentir despertar um desejo de vingança que proporcionará um ódio ainda maior par com aqueles que até então decidira não mais agredir.
Por fim, é preciso ainda destacar que, se o ambiente familiar é possibilitador da exclusão e fomentadora da discriminação racial, isso será refletido na sociedade, da mesma forma se a família for avessa ao preconceito, gerará na própria sociedade o respeito ao outro e a dignidade de cada individuo será preservada independente da situação em que essa pessoa esteja vivendo. O aumento da violência e do preconceito é reflexo de uma sociedade carente de formação da consciência.

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Carta Incíclica FIDES ET RATIO Papa João Paulo II

A FÉ E A RAZÃO

A verdade estabelece ser adquirida pela Fé (Teologia) e a Razão (Filosofia)

Para chegarmos ao conhecimento da verdade é preciso entender que ela não pode ser encontrada somente pela fé, pois para crer é preciso conhecer o objeto dessa crença, e esse conhecimento é possibilitado pelo intelecto, ou seja a razão.

Quando procuramos conhecer algo, logo começamos a pensar sobre, e isso leva a crer que aquilo que nos é revelado é verdade. Porém, para chegarmos a uma compreensão da verdade é necessário que aquele a busca consiga perceber que caminho trilhar. Ora, esse caminho já tem inicio na filosofia, claro é que, assim, como a verdade não pode ser conhecida somente pela fé, assim também, não pode ser conhecida somente pela razão, ambas devem caminhar juntas. Seria o mesmo que dizer que é uma fé sem obras, ou obras sem fé. O homem está numa busca constante pela verdade, mas não pode desprezar os patamares que lhe possibilitam essa busca; a filosofia (razão) e a teologia (fé). O homem é naturalmente filósofo está sempre desejando conhecer e descobrir os porquês das coisas quer até mesmo buscar a compreensão do mistério e em auxílio a razão estão os sinais da revelação que se manifesta em Jesus Cristo. No Concílio Vaticano I era desvendado o caráter sobrenatural da revelação de Deus. Em Cristo, Deus se revela e na encarnação permite a percepção do mistério da própria vida, isto é, o ser humano é um mistério e isto é inquestionável, porque o próprio homem não sabe na sua totalidade o que é capaz de fazer, nisto a razão humana é iluminada pela luz da fé que impulsiona o homem a descobrir sua existência e assim depara-se com a verdade e essa verdade é possibilitadora de liberdade.

A filosofia proporciona ao homem ver além de si mesmo e acima de seus projetos para seguir o caminho da verdade. O conhecimento da fé e da razão estão estritamente ligados, portanto, não há motivo para disputas, pois, cada um tem seu espaço próprio de realizações.

A Eucaristia é o exemplo do conhecimento de fé, o Senhor está presente, nos não o vemos, mas afirmamos através de nossa fé, uma vez que o nosso intelecto (razão) não consegue compreender este mistério, pois somente a fé pode revelar esta verdade. Pode parecer contraditório, mas a razão pode participar desta revelação de fé se examinar os escritos sagrados referentes à presença real do Senhor na Eucaristia. A fé e a razão não podem ser separadas, pois se assim fosse o homem não alcançaria o conhecimento adequado. Caminhar à procura da verdade é o desejo do homem sábio, mas não só de encontrá-la, mas de encontrá-la e aderir a ela uma vez conhecida. O homem descobre a verdade de sua existência porque a fé ilumina a razão para que ele possa chegar a essa verdade.

A desobediência do homem a Deus possibilitou seu afastamento daquele que é a origem de tudo, isto é, o Criador. O ser humano sempre busca a verdade de algo. Dentre essas verdades o homem indaga sobre seu valor absoluto, ou seja, sua experiência pessoal.

Os mártires são o testemunho da verdade da existência, pois no seu encontro com Cristo sabe que alcançou a verdade, a respeito de sua vida. Jesus Cristo que é a palavra feito carne revela o Pai e a razão humana o procura “sem conhecer”, pois só por meio de Cristo é que se revelará a verdade plena.

Nos Atos dos Apóstolos já havia uma corrente filosófica. Uma missão que os apóstolos teriam era de fazer a ligação entre fé e filosofia. Quando os cristãos tiveram uma aproximação com a filosofia ele tiveram uma cautela, pois poderia facilmente ser confundida como um conhecimento esotérico, por isso, São Paulo adverte os Colossenses: “vede que ninguém vos engane com falsas e vãs filosofias fundadas na tradição humana”. Todavia, esse encontro entre cristianismo e filosofia não foi tão fácil nem imediato, pois os cristãos já estavam satisfeitos com o Evangelho que oferecia uma resposta satisfatória do sentido da vida. São clemente diz que o evangelho é a verdadeira filosofia. Contudo, a filosofia não veio abolir a verdade cristã, mas veio em defesa da fé, obtendo a verdade.

Santo Anselmo nos coloca que o intelecto deve procurar aquilo que ama, pois quanto mais se ama mais se tem o desejo de conhecer.

São Tomas viveu numa época em que a filosofia estava sendo descoberta pelos cristãos, ele apresentou a fé e a razão como algo que não podem se contradizer, pois ambas vêm de Deus. A razão possibilita a compreensão da revelação divina, é isso que faz com que a fé não tema a razão, pois a razão estando iluminada pela fé pode libertar-se de suas fraquezas e limitações. A filosofia baseada no intelecto, e a teologia na Revelação examinam o conteúdo da fé e, por conseguinte o próprio mistério de Deus. Podemos definir são Tomas como o apóstolo da verdade, pois ele buscou-a na objetividade. A fé e a razão atingem um ponto que começam a se separar e essa separação destaca-se mais fortemente pelo lado do intelecto. E consequentemente a crise do racionalismo da lugar ao niilismo, a filosofia não exerce mais nenhum fascínio pelos contemporâneos.

O saber filosófico acaba se tornando um caráter marginal, pois está buscando os serviços de fins utilitários e do domínio, uma vez que a própria intelig~encia humana acaba se tornando uma ameaça a si mesma. A fé e a razão não podem se apartar, pois uma está sujeito a outra e essa separação torna as duas mais pobres de débeis.

A filosofia quando em relação com a teologia tem que manter seus métodos e regras visando a verdade, pois a filosofia tem que agir através da luz da racionalidade.

A fé abre para a razão caminhos para afastar-se do isolamento, e abraçar o que é bom e com isso a fé se torna a advogada da razão.

O papa Leão XIII quis mostrar que o pensamento filosófico é um dado fundamental para a fé e para a ciência teológica, e segue a linha de São Tomás, que une a fé e a razão com laços de amizade recíprocas. O concílio nos fala que os candidatos que querem abraçar o sacerdócio devem passar pelo curso de filosofia para  um conhecimento sólido e coerente do homem, do mundo e de Deus. O estudo da filosofia tem um caráter fundamental e indispensável na estrutura dos estudos teológicos, por isso, a Igreja tem um grande interesse pelo conhecimento filosófico.

A razão vivifica a fé, abrindo horizontes onde não poderia chegar sozinha. A teologia que tem como ponto de partida a palavra de Deus revelada no Cristo e considerando que a palavra de Deus é verdade ela só terá uma compreensão melhor na busca humana da verdade que é o filosofar. A filosofia é composta por vários estágios e um deles é totalmente independente da revelação evangélica, o outro estágio é a filosofia cristã, que é uma reflexão filosófica unida à fé cristã. A filosofia não visa buscar a verdade sobre a fé, mas no seu âmbito que são as verdades racionais. A teologia depende da filosofia como interlocutor de sua verdade, mas o homem na sua mediocridade não consegue compreender de maneira clara as verdades da Sagrada Escritura. Surge assim o ecletismo que designa o comportamento de quem pesquisa uma doutrina, numa argumentação sem se preocupar com o contexto histórico.

O ecletismo vem acompanhado com o historicismo, que vem estabelecer uma verdade num determinado período da história, ou seja, o que é verdade numa época não será na outra.

Surge também o cientificismo que tem uma pura imaginação do conhecimento religioso e teológico e eles consideram tudo o que faz parte da vida irracional ou fantasia.

O niilista rejeita toda a verdade objetiva e o niilismo contrasta com as exigências do conteúdo da palavra de Deus, e a negação da humanidade do homem e de sua identidade.

Mas o objetivo da teologia é apresentar a compreensão da revelação e o conteúdo da  fé; todo o trabalho teológico está a serviço do anuncio da fé e da catequese. E para comunicar a fé é necessário que haja uma reciprocidade teológica e as correntes filosóficas.

Vendo tudo isso pode-se dizer que a fé e a razão se ajudam mutuamente, uma em prol da outra, pois a filosofia se desenvolve em harmonia com a fé.

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As Confissões de Santo Agostinho – Resumo do Livro X

Agostinho quer conhecer a Deus, porque sabe que por Deus é conhecido. Diante desta realidade quer fazer a experiencia de Deus, pois sente que é amado. Isso o leva a confessar a Deus suas misérias e a deparar-se com o que lhe desagrada. Por isso quer renunciar a si mesmo para somente estar com Deus. Sabe também que o que confessa a Deus por ele é conhecido. Porém, que finalidade tem para os homens conhecerem as suas confissões e que benefícios isso pode acarretar? Agostinho questiona, mas a resposta está que a caridade crê em tudo, mesmo não podendo provar que fala a verdade. Aqueles, porém, que o ouvem, creêm, porque os ouvidos foram abertos pela caridade. Os frutos de suas confissões são colhidos, não do que foi, mas do que é. Nesta ótica Agostinho fala da ignorância do homem que desconhece até o que nele habita; percebe no outro mas não percebe em si mesmo. De uma coisa Agostinho tem certeza: ele ama a Deus e por causa desse amor quer encontrar resposta para a pergunta: “Quem é Deus?” Por isso, contempla a criação em busca de respostas. Continua a sua busca e agora se pergunta: “Quem és tu?” Um homem, é o que responde; sabe que até mesmo o homem é criado por Deus.
Agostinho começa a perceber que somente no interior (alma) encontrará a Deus e que estará diante dele. Esse encontro, porém, se dá vencendo as forças exteriores, que é a força da sua natureza.
Santo Agostinho se depara com uma nova indagação: Que amo, então, quando amo a meu Deus? Sente-se interiormente pequeno diante de Deus, pois, como ele mesmo diz, está acima de sua alma. Sabe, porém, que somente a alma pode levá-lo à intimidade com o Altíssimo. Seus sentidos devem convergir para o Senhor, experimentando assim uma comunhão cada vez maior.
Somente vencendo sua natureza, ou seja, mortificando-se, poderá estar subindo os degraus até o seu Criador. Cada envolvimento que Santo Agostinho tem com o Senhor ele vai se conhecendo e descobrindo novas maneiras de estar cada vez mais próximo de Deus.
Agora chega aos vastos campos da memória, a qual considera um pálacio onde encontram-se os tesouros de inúmeras imagens e lembranças trazidas por percepções e também pelos sentidos. Esse relacionamento que Santo Agostinho trava com a memória, coloca diante daquilo que ele realmente é, ou seja, começa a se conhecer. Suas limitações, suas qualidades e defeitos estão todas diante dele, e reconhece, no entanto, que não é capaz de compreender inteiramente a si mesmo.
Agostinho se enche de admieração e espanto quando fica diante de uma realidade: Os homens buscam conhecer grandes lugares, mas esquecem de si mesmo.
A viagem pelos campos vastos do palácio da memória o faz encontrar com os seus afetos e sentimentos. Recordou-se de ter experimentado momentos alegres e tristes, de ter sentido medo, de desejos antigos e sofrimentos físicos e eis que suas emoções também veêm a tona. Coisas que considerava terem caído no esquecimento se encontram agora diante dele; isso o faz pensar no que significa esquecer e ao mesmo tempo lembrar-se novamente. Agostinho começa a refletir e a perceber que o fato de esquecer-se não significa que determinada realidade não esteja presente na sua vida. Diante disso ele afirma que o esquecimento não é senão falta de memória. Agostinho quer compreender a natureza da memória e como isso se realiza; constata nesse momento sua limitação e uma aproximação maior de si ao dizer:”Todavia que há mais perto de mim do que eu mesmo?” Cada vez que Agostinho reflete, percebe ainda mais a complexidade desse mecanismo chamado memória e argumenta o que de fato ele Agostinho é, e qual a sua natureza. Para Agostinho a memória é algo que lhe provoca admiração, devido a sua imensa amplidão e que o faz vê-la como a campos, antros e inúmeras cavernas e cheias também de incontáveis coisas, tais como os afetos da alma. Discorrendo sobre esse mundo interior que é a memória não consegue, portanto, encontrar-lhe os limites. Embora a memória não possua limites para chegar a Deus, Agostinho percebe que deve transcender a razão humana para relacionar-se afetivamente com Deus. No entanto, uma dúvida paira sobre ele, pois onde irá encontrar a Deus? Sem uso da memória como o poderá encontrar? Para que se encontre algo é preciso antes de tudo ter conhecimento do que se procura e ao encontrar, reconhecê-lo. Há muitas coisas que desaparecem de nossas vistas mas não de nossa memória. Mas quando uma lembrança é esquecida, é a própria memória que possibilita sua recordação. Não é possível resgatar de nenhum modo uma lembrança perdida se seu esquecimento fosse completo.
Santo Agostinho agora associa a busca de Deus à felicidade. Procurar a Deus é conduzir sua vida interior à vivência dessa felicidade, algo que é desejado por todos sem exceção. A felicidade é conhecida de todos e isso não aconteceria se a memória não tivesse em si essa realidade, expressa por essa palavra. A felicidade não é algo que possa ser experimentada pelos sentidos; ela precisa ser amada e desejada para que, quem procura, seja de fato feliz. A verdadeira felicidade só pode ser experimentada, no entendimento de Agostinho, por alguém que serve a Deus por puro amor.
Agostinho diz que nem todos desejam ser felizes, pois não buscam a alegria que vem de Deus que é, portanto, a única felicidade. Aquele, porém que busca a verdadeira alegria, busca viver na verdade, pois a felicidade provém da verdade. Encontrar a verdade é encontrar a Deus; que é a própria verdade e quando se aprende a conhecê-la, nunca mais a esquece. Porém, onde é a habitação de Deus? Agostinho não está somente em busca de encontrar a Deus; quer agora saber onde ele habita, onde em sua memória Deus criou um esconderijo, onde Deus edificou o seu santuário, dando-lhe a honra de aí residir. Agostinho, no entanto, compreende que tal busca não é importante, porque sabe, que Deus habita em sua consciência e que cada vez que pensar no Senhor se aproximará dele. O encontro com o Senhor possibilita Santo Agostinho a querer conhecê-lo, mas esse encontro foi iniciado pelo próprio Deus que levou Agostinho a ir a sua procura. Toda a busca de Agostinho por Deus, foi através da razão querendo encontrar respostas; não obstante, quando voltou sua atenção para o seu interior, sua surdez foi vencida, sua cegueira afugentada e respirou o perfume divino. Saboreou a presença de Deus e agora o deseja ainda mais; sentiu o toque de Deus e o desejo de paz o inflamou. Diante de suas misérias e limitações experimenta a misericórdia divina e deposita toda a sua esperança naquele que é a fonte de todos os dons. Agostinho vê surgir todas as suas paixões, os prazeres pelos sentidos, a curiosidade muitas vezes disfarçada com o nome de conhecimento, o orgulho que denomina como miséria desprezível, e que tantas vezes era acometido por tentações em tréguas. Os louvores dos homens, eram para Agostinho, como uma fornalha onde todos os dias era posto à prova. A vanglória era para ele uma tentação perigosa, filha do amor aos louvores e do execesso de vaidade. Da mesma forma o amor-próprio, que busca reconhecimento naquilo que não conquistou. O esforço que Santo Agostinho empregou para esse encontro com Deus, possibilitou-o a uma contemplação de sua vida e de todo o auxílio que de Deus recebeu, mesmo reconhecendo suas fraquezas de pecador. Deus é a luz de sua existência que conduziu a reconhecer as mentiras em que estava envolvido. Aqueles que buscavam o caminho para deus através da ciência tiveram seus corações inchados pela soberba como afirma Santo Agostinho. No entanto, o único mediador entre Deus e os homens é Jesus, que abraçou todo o projeto de rendeção e no qual Agostinho afirma colocar todas as suas esperanças para se ver curado de todas as sua feridas.

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A Bíblia orientadora para a vida

Nos tempos em que vivemos muitas coisas são apresentadas como meios de “formação” e “informação”. Sabemos como há crescimentos de literaturas de auto-ajuda e esoterismo, que tem por finalidade iludir com métodos e exercícios que prometem uma “qualidade de vida” melhor, ou de como agir em determinadas situações da vida.
Os meios de comunicação tais como: Tv, Jornais, Revistas, tem explorado muito o assunto sobre a sexualidade, que é apresentado de forma indispensável para a vida, e se não se adere não há realização para o homem e nem para a mulher. Essas “informações” fazem perder a noção do certo e do errado, do que é bom e do que é mal, e produz na pessoa um senso de liberdade totalmente contrário àquilo que a liberdade realmente é.
O conceito de liberdade está em fazer o bem e evitar o mal. Duas perguntas se apresentam então diante desta afirmação. A primeira é: O que fazer para viver a verdadeira liberdade? A segunda: Como saber que sou realmente livre?
A bíblia nos ensina sobre isso, pois essa é a finalidade desse artigo, aprender com a Palavra de Deus, e não há ninguém melhor para ensinar sobre isso do que o próprio Deus.
A primeira pergunta que se apresenta dessa reflexão;  o que fazer para viver a verdadeira liberdade? O apóstolo São Paulo ao dirigir sua carta aos Gálatas no cap. 5,13-14 diz: “Vós irmãos fostes chamados à liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais. Pelo contrário, fazei-vos servos uns dos outros pela caridade, porque toda a lei se encerra num só preceito: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
Bem, se o conceito de liberdade é fazer o bem e evitar o mal, então o apóstolo Paulo nos chama a atenção para que as coisas desse mundo não nos iluda e que estejamos sempre prontos a servir a quem precisar, assim como gostariamos que fizessem conosco. A segunda pergunta surgi é; como saber que sou realmente livre? São João no evangelho tem a resposta. “Se o filho vos libertar sereis verdadeiramente livres”. Ora, saberemos que somos verdadeiramente livres se aceitarmos o chamado de Jesus para caminhar com ele, pois como nosso Senhor Jesus diz; seremos “verdadeiramente livres”. Livres de toda a mentira que o mundo apresenta como verdade, e que muitas vezes é aderido na vida, livres da escravidão do pecado que quer tirar essa liberdade que o Senhor Jesus conquistou para todos na cruz. Não podemos esquecer que todo o sofrimento pelo qual Jesus passou foi para que o ser humano fosse livre.
A Palavra de Deus deve ser para cada pessoa a linha mestra que conduz à verdadeira liberdade e ensina a caminhar na retidão e à prática da justiça. Em II Timóteo cap. 3,16-17 diz: “Toda a escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na Justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra”. A Palavra de Deus é uma pérola preciosa que enriquece a vida espiritual, é uma fonte para saciar a sede, é farol para iluminar o caminho e uma seta indicadora que aponta para onde seguir, determinando que aquilo que experimentei deve ser levado também a outros.

A graça de nosso Senhor esteja convosco!

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Decidir pela Vida ou pela Morte?

Estamos diante de uma situação delicada e complexa. As eleições de 2010 estáo trazendo candidatos que aprovam a morte de inocentes que não podem se defender, pelo fato de que, homens e mulheres que anseiam pelo poder custe o que custar querem através de leis desmedidas legalizar aquilo que definitivamente não pode ser legalizado, O homem não tem o direito nem poder para decidir quem vive ou quem morre. Também não tem o direito de desmoralizar a instituição familia com aprovações absurdas de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. A lei da iniquidade está às portas se não tomarmos uma atitude radical, mostrando que a sociedade é composta por homens e mulheres de bem e de uma moral estruturada,e que não estão e não estarão nunca de acordo com essa idéias que partidos políticos estão tentando incutir na consciência das pessoas. Não acredito em pesquisas, na verdade a pesquisa é um meio de influenciar a decisão da população. A midia apresenta número de alguns candidatos afirmando que pode haver ou não segundo turno, e em consequência disso então vamos sendo manipulados a votar naquele que tem uma expressão nas pesquisas. Hoje as eleições estão tentando influenciar-nos para sermos contra a vida e contra a imoralidade. Temos que decidir pela vida. Temos que mostrar que todo ser humano tem direito de viver. Homens e mulheres foram feitos para se relacionarem ser contrario a isso é ser contrário a própria natureza. É lamentavel que as pessoas não consigam ver o que de fato está acontecendo, e que suas escolhas não interferem somente à vida delas, mas de uma sociedade inteira e a própria nação será manchada por escolhas erradas que fazem. Decidir pelo certo sempre foi a parte mais difícil porque implica em renunciar aos próprios conceitos e princípios, considerar como lixo os valores morais que deveriam permear cada decisão, mas escolher o errado é sempre uma decisão mais facil, porque eu só preciso agir conforme o que está sendo sugerido, não exige uma reflexão sobre o assunto se é certo ou errado, simplesmente o que está enfatizado é a satisfação do prazer egoísta de cada um.

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